domingo, 28 de novembro de 2010

Renasceu a Lisboa antes do terramoto

"Uma nova recriação virtual mostra como era Lisboa antes do sismo de 1755. Ruas e edifícios que ruíram, como a Casa da Ópera ou a Rua Nova dos Ferros, ergueram-se agora da destruição. A viagem a essa Lisboa antiga pode fazer-se a partir de hoje no Museu da Cidade.

Maqueta de Lisboa antes do terramoto de 1755.

Recuemos até 31 de Outubro de 1755, véspera do sismo que arrasou Lisboa. Deambulemos pelo emaranhado de ruas sujas e nauseabundas, de traça medieval, e depois continuemos a pé até à beira do Tejo. Entre o labirinto de casas e ruelas desordenadas, abre-se o Terreiro do Paço, praça ampla com uma fonte no meio: de um dos lados, sobressai o torreão do Paço da Ribeira, onde vivem o rei e a corte. Não muito longe, encontramos a Igreja da Patriarcal, a recém-construída Ópera do Tejo ou a Ribeira das Naus, onde ficam estaleiros de construção naval.

No dia seguinte, 1 de Novembro, pelas nove e meia da manhã, a crosta terrestre rompeu-se no mar, ao largo de Portugal, e a terra tremeu com uma tal violência que grande parte da cidade ficou reduzida a escombros. Com magnitude de 8,5 graus, um dos maiores sismos de que há memória, o terramoto de 1755 é considerado a primeira grande catástrofe natural da história.

Uma hora e meia depois chegou o tsunami, gerado pela deformação no fundo do mar quando se deu o sismo, e inundou a zona ribeirinha da capital. Por último, os incêndios. Os fogões no casario denso, sempre acesos, atearam fogos que cobriram Lisboa de negro.

Terão morrido dez mil pessoas, nas estimativas recentes, entre as 200 mil que habitavam a cidade. Umas terão ficado debaixo dos escombros. Aquelas que fugiram para as margens do Tejo, sobretudo o Terreiro do Paço e o Cais do Sodré, foram apanhadas pela onda, que chegou com cinco metros de altura e avançou 250 metros terra adentro.

Foi em cima destas ruínas que renasceu uma Lisboa de ruas largas e geométricas na Baixa, tal como conhecemos agora. A cidade erguida da catástrofe - cujos trabalhos de reconstrução foram dirigidos por Sebastião José de Carvalho e Melo, o futuro Marquês de Pombal - sepultava assim muitos vestígios da antiga, descrita nos textos da época como caótica, cujas ruas e becos não obedeciam a qualquer plano prévio. Descreviam-na ainda como nojenta (as bacias com dejectos eram despejadas no Tejo) e contava-se queestava sempre a ser fustigada por incêndios.

Documentos, gravuras, litografias ou mapas perpetuaram a memória da cidade desaparecida, que foi sendo resgatada em projectos de investigação. Há cinco anos, na passagem dos 250 anos do terramoto, o Museu da Cidade quis ir mais longe e iniciou a recriação virtual a três dimensões da cidade pré-pombalina. Hoje, às 19h, faz-se a apresentação pública dessa reconstituição, com o presidente da câmara, António Costa, e a vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto. Em quiosques multimédia, os visitantes podem agora reencontrar a Lisboa à beira do terramoto e cruzar-se com edifícios e algumas das zonas mais marcantes da cidade. Quem quiser pode visualizar as reconstituições rodando-as 360 graus. Ou ainda ver vídeos que reconstituem percursos - por exemplo, uma vista panorâmica da cidade, a frente ribeirinha,ou a Rua Nova dos Ferros.

Uma maqueta especial

Tudo partiu de uma das peças mais emblemáticas no museu - a maqueta que representa Lisboa antes do terramoto, construída pelo maquetista Ticiano Violante sob a orientação do olissipógrafo Gustavo de Matos Sequeira, na década de 1950. Com mais de dez metros de comprimento, por quatro de largura, a maqueta em gesso ficou pronta em 1958, para ser incluída no ano seguinte numa exposição sobre os 200 anos do terramoto. Através dela tem-se uma visão global da cidade naquela época. Podem identificar-se os edifícios de maior interesse, como palácios, igrejas, conventos, hospitais e fortificações, e as praças e ruas.

"É uma peça que capta a atenção de todo o tipo de público. Era intenção do museu explorar o manancial informativo que a maqueta contém, no sentido de tornar a leitura deste objecto e da cidade que ela representa mais clara", conta a directora do Museu da Cidade, Cristina Leite, que concebeu e dirigiu o projecto.

Uma equipa do museu partiu daquele conhecimento de há 50 anos sobre a cidade na véspera do sismo e vasculhou toda a documentação, desde fontes cartográficas, iconográficas, textos inéditos até plantas e dados arqueológicos. Com esta informação, construiu ainda modelos físicos de edifícios e ruas e forneceu os dados a uma empresa portuguesa de design, arquitectura e publicidade. A partir daí, a SWD Agency fez a reconstituição em 3D e a sua animação multimédia (o que custou 185 mil euros, segundo Cristina Leite). O resultado é a recriação de 25 pontos, situados principalmente entre o Castelo de São Jorge e o Chiado. Renasceram edifícios que se tinham perdido, como a Casa da Ópera, outros que sobreviveram apesar dos danos, de que é exemplo o Convento do Carmo, conservado como ruína e ícone do terramoto. "Os 25 pontos foram todos desenvolvidos com qualidade fotorrealista, com bastante rigor ao nível do detalhe, de acordo com a informação que nos foi dada", conta João Sarmento, director-geral da SWD Agency.

A textura dos materiais, as rugosidades ou até a sujidade não ficaram esquecidas e foram acrescentadas aos modelos construídos no computador - "quase como se estivéssemos a pintar um edifício". É a atenção aos pormenores ou às texturasque torna diferente esta recriação virtual, frisa Sarmento.

Cristina Leite diz igualmente que o "pormenor" e o "realismo" são as marcas distintivas da reconstituição virtual do Museu da Cidade. "Além do rigor científico, é muito realista, para que as pessoas sintam que estão quase a olhar para uma imagem fotográfica", refere. "Quando olhamos para os modelos tridimensionais, conseguimos perceber o tipo de pedra usado na construção, a cor dos caixilhos das janelas..."(...)"

Público, 25 de Novembro de 2010.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Orientação pela bússola

A orientação pelo Sol e pela Estrela Polar apresenta pouco rigor e depende das condições atmosféricas por isso, o processo mais utilizado é a bússola.
Em qualquer lugar da terra podemos utilizar uma bússola, que permite uma orientação mais precisa. Este aparelho tem uma peça de objectos metálicos e aponta o Norte magnético.


Jéssica Lourenço, 7ºB.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Fim-de-semana com chuva para o Sul e temperaturas negativas a Norte e Centro

"As temperaturas baixas vão afectar o Norte Centro de Portugal até segunda-feira. Amanhã, sexta-feira, Bragança poderá chegar aos seis graus negativos de mínima. Para Sul, menos frio mas previsões de chuva.

A acção de um anticiclone, que fará circular uma massa de ar frio até à Península Ibérica, vai trazer frio ao Norte e Centro do país, dizem as previsões do Instituto de Meteorologia (IM).

Bragança, com seis graus abaixo de zero, vai ser o ponto mais frio de Portugal amanhã, sexta-feira. Também em Trás-os-Montes, Vila Real vai ficar nos dois graus negativos, igual temperatura à prevista para Braga, no Minho.

Coimbra, um grau abaixo de zero, fecha o grupo das terras com previsão de temperaturas negativas. Mas, a Norte e Centro do país, a mínima não deve passar dos quatro graus em Viseu e no Porto.

A máxima, para sexta-feira, fica pelo Centro, com Coimbra e Viseu a poderem registar 15 graus de temperatura ambiente.
De acordo com a informação disponibilizada no site oficial do IM, o anticiclone "transporta na sua circulação uma massa de ar frio", sendo a situação meteorológica agravada por uma depressão, "centrada actualmente a noroeste da Madeira", a qual se desloca lentamente para sueste.

"Esta massa de ar frio afectará sobretudo as regiões do norte e do centro" de Portugal continental, adianta o comunicado que se encontra disponível "online", prevendo-se que as temperaturas baixas se mantenham até segunda-feira.

Na região Sul, para onde está prevista a ocorrência de chuva a partir do final do dia de sexta-feira, as temperaturas previstas não serão tão baixas."

Diário de Notícias, 25 de Novembro de 2010.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Escalas

Esquema síntese sobre as escalas:


Sabes transformar escalas numéricas em escalas gráficas?


Sabes transformar escalas gráficas em escalas numéricas?



Mariana André, 7º A

Processos de orientação - GPS

O sistema de posicionamento global, também conhecido por GPS é um sistema de navegação por satélite que fornece a um aparelho receptor móvel a posição do mesmo, assim como informação horária, sob todas quaisquer condições atmosféricas, a qualquer momento e em qualquer lugar na Terra, desde que o receptor se encontre no campo de visão de quatro satélites GPS. O GPS foi criado em 1973 para superar as limitações dos anteriores sistemas de navegação.

Maria Ferreira, 7º A

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O Blog!

Este blog partiu não só da iniciativa da Professora de Geografia como também dos alunos das turmas dos 7º anos (A, B, C e D) da EBI de São Bruno.

O título foi escolhido após vários sorteios entre as respectivas turmas e a imagem de fundo foi escolhida das várias enviadas por alguns alunos.

Este espaço abordará assuntos, sobretudo, relacionados com a Disciplina de Geografia e será aberto a toda a Comunidade Escolar. Serão publicados diversos temas do interesse dos alunos e também trabalhos realizados pelos mesmos. Sejam bem vindos e...